Química
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Uma amostra do sal poliacrilato de sódio: este polímero
possui a capacidade de absorver até 400 vezes o seu peso em água e esta
propriedade é explorada em diversos produtos, tais como fraldas absorventes. É também usado na fabricação de detergentes, produtos agrícolas e na obtenção de neve artificial. A imagem destaca uma amostra de poliacrilato de sódio que absorveu a quantidade máxima de água.
Índice
História
Os filósofos gregos Empédocles e Aristóteles acreditavam que as substâncias eram formadas por quatro elementos: terra, vento, água e fogo. Paralelamente, discorria outra teoria, o atomismo, que postulava que a matéria era formada por átomos, partículas indivisíveis que se podiam considerar a unidade mínima da matéria. Esta teoria, proposta pelo filósofo grego Demócrito de Abdera, não foi popular na cultura ocidental, dado o peso das obras de Aristóteles na Europa. No entanto, tinha seguidores (entre eles Lucrécio) e a ideia ficou presente até o princípio da Idade Moderna.Entre os séculos III a.C. e o século XVI d.C a química estava dominada pela alquimia. O objetivo de investigação mais conhecido da alquimia era a procura da pedra filosofal,um método hipotético capaz de transformar os metais em ouro e o elixir da longa vida. Na investigação alquímica desenvolveram-se novos produtos químicos e métodos para a separação de elementos químicos. Deste modo foram-se assentando os pilares básicos para o desenvolvimento de uma futura química experimental.
A separação da Alquimia
A química, como é concebida atualmente, começa a desenvolver-se entre os séculos XVI e XVII. Nesta época estudou-se o comportamento e propriedades dos gases estabelecendo-se técnicas de medição. Aos poucos, foi-se desenvolvendo e refinando o conceito de elemento como uma substância elementar que não podia ser descomposto em outras. Também esta época desenvolveu-se a teoria do flogisto para explicar os processos de combustão.Robert Boyle desenvolveu sua magnum opus "O Químico Cético", abandonando as teorias aristotélicas de alquimia e contemplando a pesquisa experimental e conclusões com base em experimentos. Georg Ernst Stahl e Johann Joachim Becher desenvolveram em 1700 a teoria do flogisto. Esta teoria, que se manteve por 80 anos até ser refutada, afirmava que as substâncias suscetíveis de sofrer combustão continham o flogisto, e que o processo de combustão consistia basicamente na perda desta substância. A causa da má interpretação da teoria do flogisto era a então substância ainda desconhecida presente no ar, o oxigênio. Joseph Priestley, estudando a composição do ar, percebeu a existência de uma substância no ar, a qual participava dos processos respiratórios e promovia reações de oxidação de metais aos seus óxidos. A teoria de elementos de Boyle considerava que um elemento químico era uma pluralidade de átomos idênticos, indivisíveis.
Por volta do século XVIII a química adquire definitivamente as características de uma ciência experimental. Desenvolvem-se métodos de medição cuidadosos que permitem um melhor conhecimento de alguns fenômenos como o da combustão da matéria, Antoine Lavoisier, o responsável por perceber a presença do carbono nos seres vivos e a complexidade de suas ligações em relação aos compostos inorgânicos e refutador da teoria do flogisto, e assentou finalmente os pilares fundamentais da química moderna.
Desenvolvimento da tabela periódica
O período seguinte foi a busca de novos elementos químicos, a determinação de seus pesos atômicos exatos e sua caracterização por reações com outras substâncias, sendo esta uma das tarefas mais importantes da química inorgânica. Lothar Meyer e Dmitri Mendeleev ordenaram dos elementos químicos por peso atômico e com base na capacidade de fazer ligações químicas, originando a tabela periódica. Svante Arrhenius, Jacobus Henricus van't Hoff e Wilhelm Ostwald estimaram a constante de dissociação de sais, ácidos e bases em soluções aquosas. Alfred Werner questionou a validade das teorias e modelos aceitos na química orgânica, estruturando a nova química inorgânica em termos dos conceitos de coordenação e de estereoquímica.Antes do século XIX, os químicos acreditavam que os compostos obtidos a partir de organismos vivos eram demasiadamente complexos para serem sintetizados. De acordo com o conceito de vitalismo, a matéria orgânica era dotado de uma "força vital". Estes compostos foram nomeados como "orgânicos", porém durante a primeira metade do século XIX, os cientistas descobriram que os compostos orgânicos poderiam ser sintetizados em laboratório. Em 1828, Friedrich Wöhler produziu a uréia, um componente da urina, a partir do sal inorgânico cianato de amônio e embora Wöhler sempre tenha sido cauteloso sobre a alegação de que teria refutado a teoria da força vital, este evento tem sido muitas vezes visto como um marco para o estabelecimento da química orgânica. A descoberta do petróleo e a sua separação em frações de acordo com a diferença no ponto de ebulição de seus componentes foi outra etapa importante da história da ciência. Já a indústria farmacêutica teve seu início na última década do século 19, com a fabricação de ácido acetilsalicílico (mais conhecido por como aspirina) pela Bayer na Alemanha.6
Com os trabalhos sobre termodinâmica química, eletrólitos em soluções, cinética química e outros assuntos entre as décadas de 1860 a 1880, originou-se a físico-química moderna. O marco foi a publicação em 1876 por Josiah Willard Gibbs de seu artigo, sobre o equilíbrio de substâncias heterogêneas. Este artigo apresentou vários dos pilares da físico-química, como a energia livre de Gibbs, os potenciais químicos e a regra das fases de Gibbs.7 Outros marcos incluem a introdução dos termos entalpia por Heike Kamerlingh Onnes e processos macromoleculares.
O primeiro método de análise instrumental foi desenvolvido por Robert Bunsen e Gustav Kirchhoff e foi baseado na espectroscopia de absorção atômica de chama. Utilizando esta técnica, eles descobriram, em 1860, elementos como o rubídio (Rb) e o césio (Cs) em 1860.8 Durante este período a análise instrumental tornou-se progressivamente dominante. Em particular, muitas das técnicas espectroscópicas e de espectrometria básicas foram descobertas no início do século 20 e aperfeiçoadas até o final do século 20.9 Os processos de separação se desenvolveram na linha de tempo de modo similar e também tornaram-se cada vez mais instrumentais.10
Bioquímica e química quântica
A bioquímica, anteriormente chamada de química biológica ou fisiológica.11 , surgiu a partir das investigações de fisiologistas e químicos sobre compostos e conversões químicas em seres humanos e plantas no século XIX 12 13 O termo bioquímica foi proposto pelo químico e médico alemão Carl Neuberg (1877-1956) em 1903, embora no século XIX grandes pesquisadores como Wohler, Liebig, Pasteur e Claude Bernard estudassem a química da vida sobre outras denominações.11 14 .Com a II Guerra Mundial, o mundo ingressou na era atômica, marcada pelo descobrimento dos elementos transurânicos e pelos avanços na radioquímica. A disponibilização de isótopos permitiu a realização de experimentos importantes sobre o comportamento cinético e mecanístico dos compostos inorgânicos, o qual foi racionalizado por Henry Taube, em 1949, com base nas teorias de ligação. O entendimento lógico do caráter lábil/inerte dos compostos de coordenação lançou a semente dos mecanismos de transferência de elétrons, propostos por Taube em 1953, definitivamente consagrados com o Prêmio Nobel que lhe foi outorgado em 1983.
Desde a metade do século XX com o desenvolvimento de novas técnicas como a cromatografia, a difracção de raios X, marcação por isótopos e o microscópio eletrônico houve avanço na área da bioquímica. Estas técnicas abriram o caminho para a análise detalhada e a descoberta de muitas moléculas e rotas metabólicas das células, como a glicólise, ciclo de Krebs (ciclo dos ácidos tricarboxílicos) e a fosforilação oxidativa (cadeia transportadora de elétrons).
Princípios da química moderna
Tradicionalmente, os princípios da química se iniciam com o estudo das partículas elementares, átomos, moléculas,15 substâncias e outros agregados da matéria. Matéria é tudo aquilo que ocupa espaço e possui massa de repouso (ou massa invariante). É um termo geral para a substância da qual todos os objetos físicos consistem.16 17 Tipicamente, a matéria inclui átomos e outras partículas que possuem massa. A massa é dita por alguns como sendo a quantidade de matéria em um objeto e volume é a quantidade de espaço ocupado por um objeto, mas esta definição confunde massa com matéria, que não são a mesma coisa.18 Diferentes campos usam o termo de maneiras diferentes e algumas vezes incompatíveis; não há um único significado científico que seja consenso para a palavra "matéria", apesar do termo "massa" ser bem definido. A matéria pode ser encontrada principalmente nos estados sólido, líquido e gasoso, em forma isolada ou em combinação. Reações químicas19 e outras transformações como as mudanças de fase envolvem o rearranjo de ligações químicas e outras interações entre as moléculas. Estas transformações envolvem invariavelmente diversos conceitos importantes como energia, equilíbrio químico entre outros. A seguir serão explanados as principais entidades usadas para descrever a matéria bem como alguns conceitos que permeiam as transformações sofridas pela matéria.Espécies químicas
ÁtomoElemento
Composto
Substância
Molécula
A estrutura de uma molécula apresenta ligações covalentes e é eletricamente neutra, como observado na estrutura do Paclitaxel.
Íon
Conceitos envolvidos na transformação da matéria
Acidez e basicidadeA acidez pode ser mensurada especialmente por dois métodos. Uma delas, com base na definição de Arrhenius de acidez, é o potencial hidrogeniônico (pH). O pH é definido como o logarítmo decimal do inverso da atividade de íons hidrogênio, aH+, em uma solução.37 Assim, as soluções que têm um baixo pH tem alta concentração de íons hidrônio, e pode-se dizer que são mais ácidas.
Outra maneira, que tem como base a definição de Bronsted-Lowry, é a constante de dissociação de um ácido (Ka), que medem a capacidade relativa de uma substância para agir como um ácido sob a definição de Bronsted-Lowry. Isto é, as substâncias com um Ka maior são mais propensas a doar íons hidrogênio em reações químicas do que aquelas com menores valores de Ka.
Fase
Um típico diagrama de fase,
detalhando a variação de fases da água em termos de pressão e
temperatura. A linha pontilhada dá o comportamento anômalo da água. As
linhas verdes marcam o ponto de congelamento e a linha azul o ponto de ebulição.
A termo fase é usado às vezes como sinônimo de estado da matéria. Além disso, por vezes é utilizado para se referir a um conjunto de estados de equilíbrio demarcados em termos de variáveis de estado, tais como pressão e temperatura por um limite de fase em um diagrama de fases. Como os limites de fase se relacionam às alterações na organização da matéria, tais como a mudança do estado líquido para o estado sólido ou de uma alteração mais sutil de uma estrutura de cristal para o outro, este último uso é semelhante à utilização de fase como sinônimo de estado da matéria. No entanto, o uso dos termos estado da matéria e diagrama de fase não são compatíveis com a definição formal citada acima e o significado pretendido deve ser determinado a partir do contexto em que o termo é utilizado. Diferentes tipos de estados ou fases são considerados com o sólido, líquido e gasoso, o condensado de Bose-Einstein e o plasma, sendo que esttes dois últimos são estudados em níveis avançados da física.
Ligação
Reação
Reações químicas acontecem a uma taxa reacional característica a uma dada concentração e temperatura. Reações que ocorrem rapidamente são descritas como espontâneas, que não exigem o fornecimento de energia extra. As reações não espontâneas ocorrem tão lentamente que exigem a introdução de algum tipo de energia adicional (tal como o calor, luz ou de eletricidade), a fim de se completar ou atingir o equilíbrio químico.
Diferentes reações químicas são combinadas durante a síntese química, de modo a obter um produto desejado. Em bioquímica, uma série de reações químicas formam as vias metabólicas. Estas reações são geralmente mediadas por enzimas. Estas enzimas catalisam muitas reações que não ocorreriam sob condições presentes no interior de uma célula.
O conceito geral de reação química foi estendido para entidades menores do que os átomos, incluindo as reações nucleares, decaimentos radioativos e reações entre partículas elementares, como descrito pela teoria quântica de campos.
Mol
Redox
Equilíbrio
Energia
A reação é dita ser exergônica a variação da energia livre de Gibbs tem valor negativo, indicando a possibilidade de uma reação espontânea. No caso de endergônicas a situação é inversa. A reação é dito ser exotérmica se liberta calor para o ambiente e as reações exotérmicas absorvem o calor do meio.
As reações químicas são invariavelmente impossível, a menos que os reagentes superem uma barreira de energia conhecida como energia de ativação. A velocidade de uma reação química (em dada temperatura T) está relacionada com a energia de ativação E pelo Fator de Boltzmann,
O conceito de energia livre, que também incorpora considerações sobre entropia, é um meio muito útil para prever a possibilidade de ocorrência de uma reação química e determinar o estado de equilíbrio de uma reação em termodinâmica química. A reacção só é possível se a mudança total na energia livre de Gibbs negativa,
Existem apenas limitados possíveis estados de energia para elétrons, átomos e moléculas. Estas são determinadas pelas regras da mecânica quântica, que exigem quantização da energia. Os átomos e moléculas em um estado energético estão em estado excitado. Moléculas e átomos que substância neste estado energético são frequentemente muito mais reativos, isto é, mais passíveis de reações químicas.
A fase de uma substância é determinada pela sua energia própria e a energia do ambiente. Quando as forças intermoleculares de uma substância é tal que a energia do ambiente não é suficiente para superá-las, ocorrem então as fases mais ordenada, como líquido e sólido, como é o caso com a água (H2O), um líquido à temperatura ambiente porque a sua moléculas estão ligados por ligações de hidrogênio.48 O sulfeto de hidrogênio (H2S) é um gás a temperatura e pressão padrão, porque suas moléculas interagem por interações dipolo-dipolo, que são mais fracas.
A transferência de energia a partir de uma substância química para outra depende do tamanho dos quantas de energia emitidos a partir de uma substância. No entanto, a energia térmica é frequentemente transferida mais facilmente de qualquer substância para outra, porque os fônons responsáveis pelos níveis de energia vibracional e rotacional em uma substância têm muito menos energia do que os fótons invocados para a transferência de energia eletrônica. Assim, pdevido os níveis de energia vibracional e rotacional serem mais próximos espacialmente mais espaçados do que os níveis eletrônicos de energia, o calor é mais facilmente transferido entre substâncias em relação à luz ou de outras formas de energia electrônica. Por exemplo, a radiação eletromagnética ultravioleta não é transferida com o máximo de eficiência de uma substância a outra como a energia térmica ou elétrica.
A existência de níveis de energia característicos para as diferentes substâncias químicas é útil para a sua identificação por meio da análise de linhas espectrais. Diferentes tipos de espectros são frequentemente utilizados em espectroscopia, por exemplo, o infravermelho e microondas. A espectroscopia também é utilizada para identificar a composição de objetos remotos - como estrelas e galáxias distantes - analisando os seus espectros de radiação.
Química inorgânica
A química inorgânica estuda todos os elementos da tabela periódica e alguns compostos de carbono. A química orgânica dedica-se especialmente ao estudo dos compostos de carbono.
Classificação dos compostos inorgânicos
Uma dos conceitos para explicar a basicidade ou acidez de um composto é a Teoria de Lewis. Na figura é ilustrado a reação de protonação de uma molécula de amônia:
o par de elétrons livre do átomo de nitrogênio é "doado" ao íon
hidrogênio para formar o íon amônio, caracterizando deste modo a amônia
como uma base de Lewis.
Um óxido é um composto químico que contém pelo menos um átomo de oxigênio e um outro elemento químico em sua fórmula química. Óxidos de metais contêm tipicamente um ânion de oxigênio no estado de oxidação de -2. A maior parte da crosta terrestre é constituída de óxidos sólidos, resultado de elementos que são oxidados pelo oxigênio no ar ou dissolvido na água. A combustão de hidrocarbonetos produz os dois principais óxidos de carbono: monóxido de carbono e dióxido de carbono.
A teoria de Brønsted-Lowry define como bases como aceitadores de íons de hidrogênio, enquanto a teoria de Lewis define bases como doadores de par de elétrons. A teoria mais antiga é de Arrhenius que define bases como espécies que liberam ânion hidróxido quando em solução e é estritamente aplicável aos compostos alcalinos.
A definição para ácidos segue o raciocínio contrário da definição de base. A teoria de Brønsted-Lowry define como ácidos substâncias que doam íons hidrogênio, enquanto a teoria mais geral de Lewis define ácidos como aceitadores de par de elétrons. A teoria de Arrhenius define como ácidos espécies que liberam íons hidrogênio em solução aquosa.
Química de coordenação
pentacarbonilo de ferro: exemplo estrutural de um composto de coordenação contendo um metal de transição (ferro) e ligantes (monóxido de carbono).
Exemplos de compostos de coordenação: [Co(EDTA)]−, [Co(NH3)6]3+, TiCl4(THF)2.
Os principais elementos da tabela periódica estão nos grupos da 1, 2 e 13-18 (excluindo o hidrogênio), mas devido à sua reatividade, os elementos do grupo 3 (Sc, Y, La) e do grupo 12 (Zn, Cd e Hg) são também geralmente incluídos entre os principais.
Principais compostos de grupo
Compostos do grupo principal são conhecidos desde os primórdios da química como o enxofre elementar e o fósforo branco. Experimentos com oxigênio, O2, realizados por Lavoisier e Priestley não só identificou um gás diatômico importante, mas abriu o caminho para descrever compostos e reações de acordo com razões estequiométricas. A descoberta de uma síntese da amônia bastante prática usando catalisadores de ferro por Carl Bosch e Fritz Haber no início de 1900 impactou a humanidade profundamente, demonstrando a importância da síntese inorgânica. Típicos compostos do grupo principal são SiO2, SnCl4, e N2O. Muitos compostos do grupo principal pode também ser classificados como "organometálicos", uma vez que contêm grupos orgânicos, por exemplo, B(CH3)3). Os compostos do grupo principal também ocorrem na natureza, por exemplo, fosfato de DNA e, portanto, podem ser classificados como bioinorgânicos. Por outro lado, os compostos orgânicos que não estão ligados a hidrogênio são classificados como compostos inorgânicos, tais como os fulerenos e os óxidos de carbono.
Os compostos que contêm metais do grupo 4 a 11 são considerados compostos de metais de transição. Alguns compostos de um metal do grupo 3 ou 12 são, por vezes, também incorporadas neste grupo, mas também muitas vezes classificados como compostos do grupo principal. Compostos de metais de transição mostram uma química de coordenação rica, variando de tetraedros de titânio (por exemplo, TiCl4) à geometria quadrado planar de alguns complexos de níquel e complexos de coordenação octaédrica para compostos de cobalto. Uma gama de metais de transição podem ser encontrados em compostos biologicamente importantes, tais como o ferro na hemoglobina.
Exemplos de composto contendo metais de transição: pentacarbonilo de ferro e cisplatina.
Química analítica
Química analítica quantitativa
Em destaque, um processo de titulação com base em uma neutralização: as gotas do titulante que está na bureta caem na solução do analito contida no Balão de Erlenmeyer. Um indicador ácido-base presente nesta última solução mudará de cor de forma permanente, ao atingir o ponto final da titulação.
Química analítica qualitativa
Físico-química
Disciplinas da físico-química
A físico-química pode ser subdividada em diversas disciplinas. Dentre estas, podem ser citadas a química quântica, a termodinâmica química, a cinética química, a mecânica estatística e a eletroquímica.
A termodinâmica química estuda as causas e os efeitos de mudanças de temperatura, pressão e volume em sistemas químicos. Em destaque o derretimento do gelo - um exemplo de aumento de entropia.
Outro conjunto de questões importantes giram em torno da espontaneidade das reações químicas e e quais as propriedades de uma mistura de compostos químicos. Estes aspectos são estudados pela termodinâmica química, que prevê a possibilidade de uma reação prosseguir, a quantidade de energia que pode ser convertida em trabalho e o estudo de propriedades tais como o coeficiente de dilatação térmica, a variação de taxa de entropia de um gás ou de um líquido.55 A termodinâmica clássica está mais preocupada com os sistemas em equilíbrio e as mudanças reversíveis.
A ideia fundamental da cinética química é a existência de um estado de transição de energia elevada quando reagentes são convertidos em produtos, ou seja uma barreira energética.56 De um modo geral, quanto maior for esta barreira energética, mais lenta será a reação. A segunda idéia fundamental é de que a maioria das reações químicas ocorrem como uma sequência de reações elementares,57 cada uma com seu próprio estado transição. As questões principais da cinética química incluem como a velocidade de uma reação depende da temperatura e das concentrações dos reagentes e de catalisadores na mistura reacional, bem como a forma como os catalisadores e condições de reação podem ser manipuladas para otimizar a taxa de reação.
Um dos alvos de estudo da eletroquímica, as pilhas são dispositivos que utilizam reações de óxido-redução para geração de energia elétrica.
A eletroquímica é um ramo da química que estuda reações químicas que ocorrem em uma solução envolvendo um eletrodo (um metal ou um semicondutor) e um condutor iônico (em geral uma solução eletrólítica), envolvendo trocas de elétrons entre o eletrodo e o eletrólito. Este campo científico abrange todos os processos químicos que envolvam transferência de elétrons entre substâncias, logo, a transformação de energia química em energia elétrica. Quando tal processo ocorre, produzindo transferência de elétrons, produzindo espontaneamente corrente elétrica quando ligado a um circuito elétrico, ou produzindo diferença de potencial entre dois pólos, é chamado de pilha ou bateria (que muitas vezes é formada de diversas células). Quando tal processo é proporcionado, induzido, pela ação de uma corrente elétrica de uma fonte externa, este processo é denominado de eletrólise.
Química orgânica
Cromatografia e identificação estrutural
Espectrometria de ressonância magnética nuclear: uma das diversas técnicas utilizadas para a identificação estrutural de um composto orgânico.
Propriedades físicas
As propriedades físicas dos compostos orgânicos incluem tanto aspectos quantitativos quanto qualitativos. Informação quantitativas incluem o ponto de fusão, ponto de ebulição e índice de refração. As propriedades qualitativas incluem odor, solubilidade, consistência e cor. Os compostos orgânicos, quando comparados aos inorgânicos, possuem baixo ponto de fusão e ebulição, sendo estes valores correlacionados diretamente à polaridade das moléculas e ao seu peso molecular. Alguns compostos orgânicos, especialmente os simétricos, sublimam, isto é eles evaporam sem passar pelo estágio de fusão. Um exemplo bem conhecido de um composto orgânico sublimável é para-diclorobenzeno. Compostos orgânicos não são geralmente muito estáveis a temperaturas acima de 300 °C, apesar de algumas exceções existirem. Os compostos orgânicos tendem a ser hidrofóbicos, isto é, elas são menos solúveis em água do que em solventes orgânicos. As exceções incluem compostos orgânicos que contêm grupos ionizáveis, bem como álcoois de baixo peso molecular, aminas e ácidos carboxílicos em que ocorrem a ligação de hidrogênio.Nomenclatura e estrutura
A nomenclatura destes compostos seguem a sistemática estipulada pelas especificações da IUPAC. Para utilizar a nomenclatura sistemática, deve-se reconhecer a estrutura principal e os substituintes. Nomes não sistemáticos são comuns para moléculas complexas, especialmente para produtos naturais. Assim, a dietilamida do ácido lisérgico ou LSD, desta modo informalmente chamado, é sistematicamente denominado (6aR,9R)-N,N-Dietil-7-metil-4,6,6a,7,8,9-hexahidroindolo-[4,3-fg]-quinolina-9-carboxamida. As moléculas orgânicas são descritas por fórmulas estruturais, combinações de desenhos e símbolos químicos. A fórmula de linha é bastante utilizada para representar as molecular orgânicas por ser simples e não ambígua. Neste sistema, os pontos de extremidade e os cruzamentos de cada linha representa um átomo de carbono e os átomos de hidrogênio podem ser notados ou explicitamente assumida para estar presente como implícito no carbono tetravalente.
O conceito de grupos funcionais é central na química orgânica, tanto como um meio para classificar estruturas e como para a previsão de suas propriedades físico-químicas. Um grupo funcional é um módulo molecular, e a reatividade de um determinado grupo funcional, dentro de certos limites, é semelhante em diferentes moléculas. As moléculas são classificadas com base em seus grupos funcionais. Álcoois, por exemplo, possuem sempre a subunidade C-OH. Os hidrocarbonetos alifáticos são subdividos em três grupos de séries homólogas de acordo com seu estado de saturação: parafinas ou alcanos, não possuem quaisquer ligações duplas ou triplas; olefinas ou alcenos, contêm uma ou mais ligações duplas e os alcinos têm uma ou mais ligações triplas. As outras moléculas são classificadas de acordo com os grupos funcionais presentes: álcool, ácido carboxílico, éter, éster, aminas, amida entre outros. Compostos saturados e insaturados existem também como estruturas cíclicas. Os anéis mais estáveis contêm cinco ou seis átomos de carbono. Outra importante classe de compostos orgânicos são os aromáticos: o benzeno é a substância mais conhecida, simples e estável. Estes hidrocarbonetos aromáticos contém diversas ligações duplas conjugadas e que obedecem ao modelo postulado por Kekulé. Outra importante propriedade do carbono é que formam cadeias, ou redes, que são ligados por ligações carbono-carbono. Este processo de ligação é chamado de polimerização, ao passo que as cadeias ou redes, são chamadas polímeros. O composto de origem é chamado um monómero. Dois grupos principais de polímeros existem: polímeros sintéticos e biopolímeros. Os polímeros sintéticos são artificialmente produzido e são comumente referidos como polímeros industriais.62
Reações em química orgânica
Reações orgânicas são reações químicas envolvendo compostos orgânicos. A teoria geral dessas reações envolve conceitos de afinidade eletrônica do átomo-chave, impedimento estérico, ácido-base e intermediários reativos. Os tipos de reação básicos são: reações de adição, reações de eliminação, reações de substituição, reações pericíclicas, reações de rearranjo e reações redox. Cada reação possui um mecanismo de reação passo a passo que explica como acontece a sequência reacional, embora a descrição detalhada de alguns passos nem sempre é clara a partir de uma lista de reagentes isolados. O curso passo a passo de qualquer mecanismo de reação pode ser representado usando setas curvas, que indicam a movimentação de elétrons entre os reagentes, intermediários e produtos finais.
Mecanismo de uma reação de substituição utilizando setas: representação do movimento de pares de elétrons.
A química orgânica aplicada é chamada de química orgânica sintética. A síntese de um novo composto é normalmente uma tarefa de resolução de problemas. Os compostos são sintetizados seguindo uma rota sintética, onde a molécula ganha forma depois de varias etapas de conexão de moléculas menores. A prática de criar novas vias sintéticas para moléculas complexas é chamada de síntese total. Devido a complexidade e a utilização de reagente muitas vezes caros, é necessário um adequado planeamento de cada etapa reacional, sempre visando o máximo rendimento possível.
Bioquímica
Bioquímica estrutural
A Bioquímica estrutural, como o nome diz, estuda os aspectos estruturais das biomoléculas. A figura ilustra o pareamente entre as bases guanina (G) e citosina (C), e entre timina (T) e adenina (A), em uma molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA), por ligações de hidrogênio.
Bioquímica metabólica
A bioquímica metabólica estuda os processos de anabolismo e catabolismo de biomoléculas, as vias metabólicas e os processos energéticos envolvidos nestas reações químicas. Os carboidratos têm como uma de suas funções o armazenamento de energia. A glicose, dentre as biomoléculas, possui papel central como fonte de energia para a maioria das formas de vida. Os polissacarídeos de reserva são decompostos em seus monómeros: em animais, o glicogênio é degradado enzimaticamente em resíduos de glicose). A glicose é metabolizada principalmente por uma via muito importante de 10 etapas chamada glicólise ou via glicolítica. O resultado líquido desta sequencia de reações para quebrar uma molécula de glicose em duas moléculas de piruvato, é a produção de duas moléculas de ATP (adenosina trifosfato), a fonte de energia das células, juntamente com dois equivalentes reduzidos sob a forma de NADH. Energia também pode ser obtida por meio de processos anaeróbicos, quando as células não contam com a presença de oxigênio suficiente. Estes processos são denominados fermentação. Outras vias importantes são as de biossíntese e degração de lipídeos. A síntese de ácidos graxos envolve moléculas de acetil-CoA e subsequentemente a esterificação para a produção de triglicerídeos, em um processo chamado de lipogênese.67 Os ácidos graxos são sintetizados pela ação da enzima ácido graxo sintase, que polimerizam e reduzem as unidades acetil-CoA. As cadeias acílicas são estendidos por um ciclo de reações que adicionam o grupo acetila, reduzem-na a um álcool e desidratam-lo a um grupo alceno e depois reduzi-la novamente a um grupo alcano. Os ácidos graxos podem ser subsequentemente convertidos em triglicerideos, que serão armazenados no fígado e no tecido adiposo. Já a degradação de lipídeos é realizada pelo processo de betaoxidação e ocorre nas mitocôndrias e/ou em peroxissomos para gerar acetil-CoA. Para a maior parte, os ácidos graxos são oxidados por um mecanismo que é similar, mas não idêntico, a reação inversa de síntese de ácidos graxos. Ou seja, dois fragmentos de carbono são removidos sequencialmente da extremidade do ácido, após as etapas de desidrogenação, hidratação e oxidação, para formar um cetoácido, que será então fragmentado em uma reação de tiólise. A acetil-CoA é então convertido em ATP, em última análise, CO2, H2O, utilizando o ciclo do ácido cítrico e a cadeia transportadora de elétrons. É interessante notar que por este fato, o Ciclo de Krebs pode começar em acetil-CoA, quando a gordura está sendo usado como fonte de energia quando há pouca ou nenhuma disponível. O rendimento energético da oxidação completa de uma molécula de ácido palmítico, por exemplo, é de 106 moléculas de ATP.68 Insaturados e ímpares Ácidos graxos insaturados e com número ímpar de átomos de carbono requerem passos adicionais para a degradação enzimática.
A Bioquímica metabólica investiga as vias metabólicas
nos organismos vivos e analisa o consumo energético destas reações
bioquímicas. A reação apresentada mostra a última etapa reacional no
processo de degradação de ácidos graxos: estas moléculas são degradas em uma molécula menor, chamada acetil CoA, que gerará energia na forma de ATP em reações subsequentes.
Química, educação e sociedade
A química possui papel fundamental no aumento da expectativa e qualidade de vida
da população mundial, pela aplicação de metodologias para descoberta,
preparação e produção de uma diversidade de produtos bem como o uso
racional de recursos naturais. A imagem destaca a disponibilidade de
tratamento de infecções usando o antibiótico penicilina em meados da década de 1940. Nesta mesma época teve início a produção em escala industrial deste medicamento.
Fachada lateral do Laboratorio Chimico, o primeiro centro de ensino de ciências químicas em Portugal.
Dentre as importantes sociedades científicas nas comunidades lusófonas, podem ser citadas a Sociedade Brasileira de Química76 e a Sociedade Portuguesa de Química77 . Estas instituições são destinadas a cuidar de assuntos de mérito da química, em seus aspectos científicos, espistemológicos, metodológicos e pragmáticos. Estas sociedades são abertas a participação de profissionais em química e áreas afins e atuam no desenvolvimento e consolidação da comunidade, na divulgação da química e de suas relações, aplicações e consequências para o desenvolvimento do país e para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Marie Curie foi a primeira mulher agraciada com o Nobel de Química em 1911. Cem anos depois foi comemorado o Ano Internacional da Química.
O Prêmio Nobel é atribuído anualmente pela Academia Real das Ciências da Suécia à diversos cientistas de diferentes campos, entre eles a química. A premiação foi criada a partir do desejo de Alfred Nobel de galardoar personalidades que contribuissem para o bem-estar da humanidade. Este prêmio é administrado pela Fundação Nobel, adjudicado por um comité constituído por cinco membros eleitos pela Academia Real das Ciências da Suécia. O primeiro Nobel de Química foi atribuído em 1901 a Jacobus Henricus van't Hoff, dos Países Baixos, por sua descoberta das leis da dinâmica da química e pressão osmótica em soluções.78
Notas
- Ir para cima ↑ A palavra "química" surgiu na língua portuguesa no século XVIII, derivada do latim chimica. A origem do termo é incerta, sendo ainda alvo de intensos debates. Costuma-se associá-la a palavra grega khymeía, que significa "mistura de substâncias líquidas"; ou ao grego khêmía, que significa "magia negra"; ou ao egípcio kêm, que significa "negro".
- Ir para cima ↑ Chemistry is seen as occupying an intermediate position in a hierarchy of the sciences by "reductive level" between physics and biology.5
- Ir para cima ↑ Um átomo é a menor unidade que representa um elemento químico, sozinho ou em combinação com outros átomos do mesmo ou de outros elementos20
Referências
- Ir para cima ↑ Enciclopédia Mirador do Brasil, v.17, 1981 ISBN 85-7026-018-0
- Ir para cima ↑ Chemistry (em inglês). Encyclopaedia Britannica. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Chemistry Chemistry (em inglês). Dictionary.com. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Brown 1999, pp. 3-4
- Ir para cima ↑ Reinhardt 2001, pp. 1-2
- Ir para cima ↑ Roberts, L. The Telegraph History of Aspirin (em inglês). Telegraph. Página visitada em 27 de dezembro de 2012.
- Ir para cima ↑ Gibbs 1876
- Ir para cima ↑ Analytical Sciencess, 2001, v.17 supplement [1], Basic Education in Analytical Chemistry
- Ir para cima ↑ Talanta Volume 51, Issue 5, p921-933 [2], Review of analytical next term measurements facilitated by drop formation technology
- Ir para cima ↑ TrAC Trends in Analytical Chemistry Volume 21, Issues 9-10, Pages 547-557 [3], History of gas chromatography
- ↑ Ir para: a b Enciclopaedia Britannica do Brasil, Bioquímica, 98, 102, 1989
- Ir para cima ↑ de Réaumur, RAF (1752). "Observations sur la digestion des oiseaux". Histoire de l'academie royale des sciences 1752: 266, 461.
- Ir para cima ↑ Williams, H. S. (1904) A History of Science: in Five Volumes. Volume IV: Modern Development of the Chemical and Biological Sciences Harper and Brothers (New York)
- Ir para cima ↑ UFRJ. Cronologia dos eventos em enzimologia. Acesso: 4/5/2009
- Ir para cima ↑ Matter: Atoms from Democritus to Dalton by Anthony Carpi, Ph.D.
- Ir para cima ↑ R. Penrose. The Philosophy of Vacuum. [S.l.]: Oxford University Press, 1991. p. 21. ISBN 0-19-824449-5
- Ir para cima ↑ Matter (physics). McGraw-Hill's Access Science: Encyclopedia of Science and Technology Online. Página visitada em 24 de maio de 2009.
- Ir para cima ↑ J. Mongillo. Nanotechnology 101. [S.l.]: Greenwood Publishing, 2007. p. 30. ISBN 0-313-33880-9
- Ir para cima ↑ IUPAC Gold Book Definition
- Ir para cima ↑ Leigh 1990, pp. 35
- Ir para cima ↑ chemical bonding. Britannica. Encyclopædia Britannica. Página visitada em 1 November 2012.
- Ir para cima ↑ Brown 2009, pp. 5-6
- Ir para cima ↑ Hill 2005, pp. 6
- Ir para cima ↑ Whitten 2000, pp. 15
- Ir para cima ↑ Halal 2008, pp. 96-98
- Ir para cima ↑ Hill 2005, pp. 37
- Ir para cima ↑ União Internacional de Química Pura e Aplicada (1994). "molecule". Compêndio de Terminologia Química Edição da internet.
- Ir para cima ↑ Pauling 1970
- Ir para cima ↑ Ebbin 1990
- Ir para cima ↑ Brown 2003
- Ir para cima ↑ Chang 1998
- Ir para cima ↑ Zumdahl 1997
- Ir para cima ↑ Chandra 2005
- Ir para cima ↑ Molecule (em inglês). Encyclopaedia Britannica on-line. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ The Lewis Acid-Base Concept (em inglês). Apsidium. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ History of Acidity (em inglês). Bbc.co.uk. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ (1985) "Definitions of pH scales, standard reference values, measurement of pH, and related terminology". Pure Appl. Chem. 57 (3): 531–542. DOI:10.1351/pac198557030531.
- Ir para cima ↑ Modell 1974
- Ir para cima ↑ Nic, M; Jirat, J.; Kosata, B. (2006). IUPAC Compendium of Chemical Terminology (em inglês). IUPAC. DOI:10.1351/goldbook.C01033. Página visitada em 13 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ SILVA, R. R.; ROCHA-FILHO, R. C.. (maio 1995). "Mol: uma nova terminologia". Quím. Nova Esc. (1): 12-14.
- Ir para cima ↑ INMETRO Unidades legais de medida. Página visitada em 27/08/2010.
- Ir para cima ↑ Mills 1993, pp. 4
- Ir para cima ↑ BIPM unit of amount of substance (mole) (em inglês). Página visitada em 26 de agosto de 2010.
- Ir para cima ↑ Atkins 2006, pp. 200-202
- Ir para cima ↑ Atkins 2008
- Ir para cima ↑ União Internacional de Química Pura e Aplicada. "chemical equilibrium". Compêndio de Terminologia Química Edição da internet.
- Ir para cima ↑ Reilly, Michael. (2007). Mechanical force induces chemical reaction, NewScientist.com news service, Reilly [ligação inativa]
- Ir para cima ↑ Changing States of Matter - Chemforkids.com
- Ir para cima ↑ Careers in Chemistry: Inorganic Chemistry (em inglês). American Chemical Society. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Lehn 1995
- Ir para cima ↑ Holler, F. James; Skoog, Douglas A.; West, Donald M.. Fundamentals of analytical chemistry. Philadelphia: Saunders College Pub, 1996. ISBN 0-03-005938-0
- Ir para cima ↑ Hulanicki A.. Reactions of Acids and Bases in Analytical Chemistry. [S.l.]: Horwood, 1987. ISBN 0-85312-330-6
- Ir para cima ↑ titrand. Science & Technology Dictionary. McGraw-Hill. Página visitada em 18 de janeiro de 2013.
- Ir para cima ↑ E. J. King "Qualitative Analysis and Electrolytic Solutions" 1959, Harcourt, Brace, and World, New York.
- Ir para cima ↑ Landau 1980, pp. 52
- Ir para cima ↑ Schmidt 2005, pp. 30
- Ir para cima ↑ Schmidt 2005, pp. 25; 32
- Ir para cima ↑ Chandler 1987, pp. 54
- Ir para cima ↑ Morrison 1992
- Ir para cima ↑ Morrison 1964
- Ir para cima ↑ Richard F. and Sally J. Daley, Organic Chemistry, Online organic chemistry textbook. Ochem4free.info
- Ir para cima ↑ "chemistry of industrial polymers", Encyclopædia Britannica (2006)
- Ir para cima ↑ Lehninger, A.L.; Nelson, D.L.; Cox, M.M. (2007) Lehninger: Princípios de Bioquímica, 4a. Edição, Editora Sarvier.
- Ir para cima ↑ Voet, D.; Voet, J.G. (2008) Fundamentos de Bioquímica - A Vida em Nível Molecular, 2a. Edição, Editora Artmed.
- Ir para cima ↑ Stryer 2004
- Ir para cima ↑ Krukemberghe Fonseca. Ácidos Nucleicos (em português). R7. Brasil Escola. Página visitada em 03 de novembro de 2012.
- Ir para cima ↑ Stryer et al., p. 634.
- Ir para cima ↑ Stryer et al., pp. 625–26.
- Ir para cima ↑ Carlos Dias (1999). 65 anos. Em cada perna (em português). Revista Superinteressante. Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Torresi et al.. (2009). "Química é uma ciência em expansão" (em português). Química Nova 32 (8). ISSN 0100-4042. Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Lúcia Helena de Oliveira (1991). A química presente nas atividade do dia-a-dia (em português). Revista Superinteressante. Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Conselho Regional de Química - O que faz um químico?
- Ir para cima ↑ Teresa Firmino (5). Laboratório Chimico abre hoje como museu de ciência (em português). Público. Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Santos et al.. (2011). "O primeiro curso regular de química no Brasil" (em português). Química Nova 34 (2). DOI:dx.doi.org/10.1590/S0100-40422011000200034. ISSN 0100-4042. Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Guia Abril de Estudante - Química (em português). Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Bechara & Vietler et al.. (1997). "Criação e consolidação da Sociedade Brasileira de Química (SBQ)" (em português). Química Nova 20 (especial). DOI:dx.doi.org/10.1590/S0100-40422011000200034. ISSN 0100-4042. Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Cem anos de Sociedade Portuguesa de Química (em português). Ciência Hoje (27). Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
- Ir para cima ↑ Robert J. Lefkowitz e Brian K. Kobilka ganham o prêmio Nobel da Química (em português). Ciência Hoje (27). Página visitada em 10 de fevereiro de 2013.
Bibliografia
- Atkins, Peter William; Paula, Julio de. Atkins' Physical Chemistry (em inglês). 8 ed. [S.l.]: Oxford University Press, 2006. 1053 p. ISBN 9780716771111 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Atkins, Peter William; Jones, Loretta. Chemical Principles: The Quest for Insight (em inglês). 4 ed. [S.l.]: W.H. Freeman, 2008. 787 p. ISBN 9780716799030 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Brown, Theodore L; Lemay, H. Eugene; Bursten, Bruce Edward; Lemay, H. Chemistry: The Central Science (em inglês). 8 ed. [S.l.]: Prentice Hall, 1999. ISBN 0-13-010310-1
- Brown, Theodore L; Bursten, Bruce Edward; Kemp, Kenneth C; LeMay, Harold Eugene; Nelson, John H. Chemistry – the Central Science (em inglês). 9 ed. Nova Jérsei: Prentice Hall, 2003. 592 p. ISBN 9780130669971 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Brown, Theodore L; Bursten, Bruce Edward; LeMay, Harold Eugene; Murphy, Catherine J; Woodward, Patrick. Chemistry – the Central Science (em inglês). 11 ed. Nova Jérsei: Prentice Hall, 2009. 592 p. ISBN 0-13-236489-1 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Chandler, David. Introduction to Modern Statistical Mechanics (em inglês). Nova Iorque: Oxford University Press, 1987. 274 p. ISBN 9780195042771 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Chandra, Sulekh. Comprehensive Inorganic Chemistry (em inglês). Nova Déli: New Age Publishers, 2005. 324 p. ISBN 9788122415124 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Chang, Raymond. Chemistry (em inglês). 6 ed. Nova Iorque: McGraw Hill, 1998. ISBN 0-07-115221-0
- Ebbin, Darrell, D. General Chemistry (em inglês). 3 ed. Boston: Houghton Mifflin, 1990. ISBN 0-395-43302-9
- Gibbs, Josiah Willard. On the Equilibrium of Heterogeneous Substances (em inglês). [S.l.]: American Journal of Science and Arts, 1876. 458 p. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Halal, John. Milady's Hair Structure and Chemistry Simplified (em português). 5 ed. [S.l.]: Milady Publishing, 2008. Capítulo: Chapter 8: General Chemistry. , ISBN 1-4283-3558-7 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Hill, John W.; Petrucci, Ralph H.; McCreary, Terry W.; Perry, Scott S. General Chemistry (em inglês). 4 ed. Upper Saddle River: Pearson Prentice Hall, 2005. 1200 p. ISBN 9780131402836 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Laidler, Keith James. The World of Physical Chemistry (em inglês). Oxford: Oxford University Press, 1993. 476 p. ISBN 9780198555971 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Landau, Lev Davidovich; Lifshitz, E. M.; Pitaevskii, L. P. Statistical Physics (em inglês). 3 ed. Nova Iorque: Elsevier Butterworth Heinemann, 1980. 387 p. ISBN 9780750626361 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Lehn, Jean-Marie. Supramolecular Chemistry: Concepts and Perspectives (em inglês). Weinheim: Wiley, 1995. 281 p. ISBN 9783527293117 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Leigh, G. J; International Union of Pure and Applied Chemistry, Commission on the Nomenclature of Inorganic Chemistry. Nomenclature of Organic Chemistry – Recommendations 1990 (em inglês). Oxford: Blackwell Scientific Publications, 1990. ISBN 0-08-022369-9
- Mills, Ian; Cvitaš, Tomislav; Kallay, Nicola; Klaus, Homann; Kuchitsu, Kozo. Quantities, units and symbols in physical chemistry (em inglês). 2 ed. Oxford: John Wiley & Sons, 1993. 166 p. ISBN 9780632035830 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Modell, Michael; Reid, Robert C. Thermodynamics and Its Applications (em inglês). 0-13-914861-2 ed. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1974.
- Morrison, Robert T; Boyd, Robert N; Boyd, Robert K. Organic Chemistry (em inglês). 6 ed. [S.l.]: Benjamin Cummings, 1992. ISBN 0-13-643669-2
- Pauling, Linus. General Chemistry (em inglês). Nova Iorque: Dover Publications, 1970. ISBN 0-486-65622-5
- Reinhardt, Carsten. Chemical Sciences in the 20th Century: Bridging Boundaries (em inglês). [S.l.]: Wiley-VCH, 2001.
- Roberts, John D; Caserio, Marjorie C. Basic Principles of Organic Chemistry (em inglês). [S.l.]: W. A. Benjamin, 1964.
- Schmidt, Lanny D. The Engineering of Chemical Reactions (em inglês). 2 ed. Nova Iorque: Oxford University Press, 2005. ISBN 0-19-516925-5
- Stryer, L; Tymoczko, J. L.; Berg, J. M. Bioquímica (em português). 5 ed. [S.l.]: Guanabara, 2004.
- Vucinich, Alexander. Science in Russian culture (em inglês). [S.l.]: Stanford University Press, 1963. ISBN 0-8047-0738-3 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.
- Whitten, Kenneth W; Davis, Raymond E; Peck, M. Larry. General Chemistry (em inglês). 6 ed. Fort Worth: Saunders College Publishing/Harcourt College Publishers, 2000. ISBN 978-0-03-072373-5
- Zumdahl, Steven S. Chemistry (em inglês). 4 ed. Boston: Houghton Mifflin, 1997. ISBN 0-669-41794-7