INVEJA, UM SENTIMENTO QUE SUCUMBE À INFELICIDADE
A inveja dos homens mostra o quanto se sentem infelizes, e sua
atenção constante às ações e omissões dos outros mostra o quanto se
entediam.
Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão
Inveja, palavra proveniente do latim
invidĭa, significa o desejo de obter algo que outra pessoa possui e que você não tem. Representa a tristeza ou o pesar pelo bem alheio.
De acordo com o psicoterapeuta e escritor José Luis Cano, a inveja
nada mais é do que “um fenômeno psicológico muito comum que causa um
grande sofrimento para muitas pessoas, tanto para os invejosos como para
suas vítimas. Ela pode ser explícita e transparente, ou formar parte da
psicodinâmica de alguns sintomas neuróticos. Em todos os casos, a
inveja é um sentimento de frustração insuportável perante algum bem de
outra pessoa, causando o desejo inconsciente de danificá-lo”.
Cano também afirma que um indivíduo invejoso é um ser insatisfeito,
seja por imaturidade, repressão, frustração, etc. No geral, essas
pessoas sentem, consciente ou inconscientemente, muito rancor contra
outros que possuem algo que elas também desejam, mas que não podem obter
ou não querem desenvolver (beleza, dinheiro, sexo, sucesso, poder,
liberdade, amor, personalidade, experiência, felicidade).
É por isso que o invejoso, ao invés de aceitar suas carências ou
perceber seus desejos e capacidades e assim desenvolvê-los, odeia e
deseja destruir todas as pessoas que, como um espelho, lembrem-no da sua
privação. Em outras palavras, a inveja é a raiva vingadora do
impotente que, em vez de lutar por seus anseios, prefere eliminar a
concorrência.
A inveja tem inúmeras formas de expressão: críticas, ofensas,
dominação, rejeição, difamação, agressões, rivalidade, vinganças. O
psicoterapeuta espanhol José Luis Cano assinala que “na escala
individual, a inveja costuma ser parte de muitos transtornos
psicológicos e de personalidade; nas relações profissionais e de casal,
ela está envolvida em muitos conflitos e rupturas; e na escala social e
política, sua influência é imensa”.
Já o catolicismo considera a inveja como um dos sete pecados
capitais, uma vez que ela constitui a fonte de outros pecados. O
invejoso deseja ter algo que o outro possui, sem se importar em
prejudicar a outra pessoa, para obter esse bem. Para o cristianismo,
esse sentimento baixo e ignóbil é inaceitável, já que cria uma situação
que causa infelicidade e dor para o outro indivíduo.
O poeta italiano Dante Alighieri, na sua obra o
Purgatório, o segundo dos três cantos da
Divina
Comédia, define a inveja como “amor pelos próprios bens pervertido ao
desejo de privar a outros dos seus”. O castigo para os invejosos era ter
seus olhos fechados e costurados com arame, para que eles não vissem a
luz (porque haviam tido prazer em ver os outros sofrerem).
A Cobiça
Um dos 10 Mandamentos que Moisés recebeu de Deus para ensinar ao povo
foi para que não cobiçassem nada que não lhes pertencesse, ou seja, que
estivesse em posse de outro irmão. NADA. Isso envolve não cobiçar
objetos, nem pessoas, como a mulher do próximo, ou o marido de outra;
nem empregados, nem finanças. Enfim, não cobiçar absolutamente NADA.
O que é COBIÇA
A
cobiça é uma semente que gera fruto de morte. A cobiça é mais que um
desejo, é uma vontade de ter. A cobiça é uma espécie de descontrole
emocional que leva a pessoa a fazer o que não pode para alcançar algo
que não lhe pertence, e o que é pior, não é seu, mas tem dono, é do
próximo.
Sete Pecados Capitais
Avareza
O mesmo instinto que leva o cachorro a esconder o osso faz você
poupar para comprar um carro - e, de quebra, garante a sobrevivência
das espécies
por Cristine Pires
Pão-duro, canguinha, unha de fome, mão de finado - a lista de
apelidos está lembrando um tio que não abre a mão nem para dar tchau?
Pois saiba que ele não está sozinho. A avareza não é uma exclusividade
humana, bem pelo contrário: é uma questão de sobrevivência para todas as
espécies. "Todas as criaturas são egocêntricas e egoístas, porque,
instintivamente, desejam e procuram energia e outros recursos", diz o
biólogo Michael Soulé, professor emérito de estudos ambientais da
Universidade da Califórnia. É esse instinto que leva o cachorro a
enterrar o osso para comer mais tarde e você a fazer uma poupança para
trocar de carro. Mas há uma diferença fundamental - a consciência do
egoísmo e da avareza, ou seja, de poupar para não usar mais que o
necessário é exclusiva do bicho homem - nem mesmo os macacos, as baleias
e os golfinhos, com cérebro mais desenvolvido, têm essa capacidade,
afirma Soulé. Assim, só mesmo um humano poderia nadar em uma piscina de
moedas como o Tio Patinhas - jamais um pato, mesmo que a caixa-forte
estivesse cheia de suculentos insetos ou quaisquer outros alimentos de
predileção da espécie.
Assim, há duas formas de perceber
avareza: aquela necessária à sobrevivência, intrínseca a todos os seres
vivos e a que trata do acúmulo desnecessário, humana e mais vinculada a
um traço cultural. A avareza do bem, que garantiu a nossa presença na
Terra, é tão antiga quanto a própria vida. O pecado surge das raízes
biológicas para a sobrevivência - a necessidade e o desejo, diz Soulé.
Se nossos ancestrais deixassem de buscar comida e sexo, não teriam
resistido nem se preocupariam em manter a espécie. "Todas as espécies
seriam extintas em poucos meses ou anos sem impulsos egoístas", afirma o
especialista. No entanto, a necessidade é diferente da ganância. Todas
as criaturas desejam e procuram energia e outros recursos de forma
automática e instintiva, competindo com seres de sua e de outras
espécies por recursos. Até as plantas competem por luz e nutrientes do
solo. Já os humanos são capazes de saber, entender, debater, confessar e
até mudar seu comportamento.
A nossa avareza é relativamente
nova: surgiu há cerca de 10 mil anos, com a transição do homem caçador e
coletor para o estágio civilizatório. Quando nos civilizamos, criamos
instituições poderosas, como exército, dinastias, corporações, e, claro,
dinheiro. O resultado é a manifestação dessa conduta em diferentes
graus. "A ganância surge espontaneamente devido ao egocentrismo,
incluindo egoísmo e orgulho, e pode se tornar virulenta quando os seres
humanos são muito numerosos e os recursos e o poder se concentram em
poucas mãos", afirma Soulé.
A ciência segue em busca dos motivos
para esse comportamento antinatural. O que se pretende saber é se
existem áreas do cérebro capazes de desencadear a cobiça e,
consequentemente, o desejo de ter mais e mais. Para Soulé, a resposta é
simples: sim. O biólogo lembra que pelo menos dez diferentes centros no
cérebro são ativados quando a pessoa tem impulsos para praticar inveja,
orgulho, ódio, gula, preguiça, luxúria e avareza, a maior parte deles
localizada no sistema límbico, responsável pelas emoções.
Embora
partes da área cerebral possam ser acessadas por comportamentos
apontados como pecaminosos, não foi encontrado um gene ou definida uma
região cerebral responsável diretamente pela sovinice. "O problema é
como chegar à ciência da ganância sem a ajuda de células ou definições
sólidas", afirma o neurocientista John Medina no livro The Genetic
Inferno, Inside the Seven Deadly Sins.
Na tentativa de descobrir
suas bases, a psicologia chegou à conclusão de que a ganância é a
ambição nua (agressão), um medo paralisante de desenvolvimento
(ansiedade) ou a combinação de ambos. "Enquanto não há muito a se dizer
sobre a biologia da avareza, podemos falar sobre medo e ansiedade",
defende Medina. Para ele, a cobiça, no sentido do desejo excessivo por
mais e mais posses, é uma forma primitiva de detectar o perigo, o medo
de que, de alguma forma, algo saia do controle - por isso o acúmulo, com
o intuito de se precaver contra essa suposta ameaça - que nem sempre
realmente existe. Medina usa como exemplo a história de Pedro, um
português que teve uma infância muito pobre e foi tentar a vida nos
Estados Unidos. Lá, realizou o sonho americano e conseguiu reunir um bom
patrimônio. Mesmo assim, levava consigo atitudes dos tempos de miséria,
como rasgar guardanapos pela metade para utilizá-los duas vezes e
chegava ao ponto de recolher alimentos que considerava ainda bem
aproveitáveis em latas de lixo da cidade. Tudo para economizar um
dinheiro que, naquela altura de sua vida, já não faria falta para sua
sobrevivência.
Medina compara essa atitude a uma reação de
verdadeiro pavor. "Pedro certamente experimentou muito medo: fobia,
ansiedade e até mesmo algum evento de estresse pós-traumático. Quando se
vê diante da possibilidade de perder dinheiro na bolsa de valores de
Chicago, é como se estivesse cara a cara com um urso rosnando, pronto
para atacar", afirma. O medo da pobreza acabou causando uma reação
extrema de sobrevivência, de guardar para garantir o futuro, mesmo
quando não era mais necessário - e isso só os homens fazem.
Para
a Igreja Católica, a inveja não passa de pai para filho
inexoravelmente, mas há um porém. "Embora não seja transmitida, essa
característica pode se perpetuar por uma má formação de consciência
moral no ambiente familiar", diz o padre Leandro Miguel Chiarello,
diretor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul. Os cristãos definem o pecado da avareza como um apego
exagerado aos bens materiais, de modo especial pelo dinheiro, ouro, em
resumo, pelos objetos de alto valor monetário. "Este pecado torna a
pessoa mesquinha e egoísta e a deixa cega para a realidade do próximo,
matando no avarento o princípio fundamental do cristianismo: a
caridade", afirma.
Sob a ótica religiosa, são pessoas que não
conseguem ser solidárias pela incapacidade de abrir mão daquilo que é
seu em favor do outro. Já para a psicologia, esse apego não é,
necessariamente, por dinheiro, mas sim pelo acúmulo - de riquezas,
objetos, bens, coisas que não valem nada para as outras pessoas.
O peso dos hormônios
Você
tem um amigo que faz questão de dividir a conta, indicando
detalhadamente quem bebeu água, quem preferiu vinho ou quem não
partilhou do couvert? Ou uma amiga que esbanja generosidade, gastando
muito mais do que devia com ela mesma e também com os outros? Um estudo
desenvolvido em 2009 no Departamento de Economia da Universidade
Graduada de Claremont (EUA) indica que o clichê da mulher esbanjadora e
do homem poupador tem mesmo raízes científicas. Eles são mesmo mais
pães-duros, e a culpada é a testosterona, hormônio masculino, que
interfere no nível do controle na hora de lidar com recursos
financeiros. Já a ocitocina, hormônio mais presente nas mulheres,
estimula a generosidade - não é à toa que é chamada de hormônio do amor,
responsável pelo cuidado com a prole e com a amamentação dos filhotes.
A
testosterona funciona como um antagonista da ocitocina, explica o
neuroeconomista Paul Zak, diretor-fundador do Centro de Estudos de
Neuroeconomia e professor da universidade. Em um estudo inicial,
avaliou-se que os níveis matinais de testosterona influenciavam no
potencial de ganho e perda de dinheiro de 17 negociantes de Londres.
Assim, os pesquisadores foram em busca das razões da relação entre o
hormônio e os lucros.
Cada estudante recebeu uma bisnaga de gel
com testosterona ou placebo em um teste cego e teve amostras de sangue
recolhidas antes e depois de aplicar o produto para aferir a presença do
hormônio. Depois, participaram de um jogo de computador, no qual tinham
de partilhar quantias em dinheiro, conforme o que achassem justo.
Os
voluntários com maior concentração de testosterona no sangue se
mostraram 27% mais mesquinhos quando se tratava da divisão de valores do
que os que passaram o gel sem hormônio. O resultado foi o oposto quando
os estudantes se lambuzaram de gel com ocitocina. Neste caso, a
generosidade dos participantes aumentou em nada menos que 80%. Como os
homens têm 10 vezes mais testosterona do que as mulheres, costumam ser
mais egoístas do que elas. Algo que certamente muitas mulheres já
imaginavam...
Demônio - Mamon Uma mistura
de ganância e obsessão por acumular, com uma pitada de egoísmo, a
avareza é simbolizada por Mamon, demônio chamado de, veja só, o Senhor
do Dinheiro. O coisa-ruim que representa o pecado do pão-durismo é um
dos sete príncipes do andar de baixo. E, se você pretende vender a sua
alma ao diabo, este é o seu homem no inferno. Mamon é o demônio que anda
por aí com um saco de dinheiro, comprando almas aflitas a preço de
banana.
Sovina é pouco O
comportamento egoísta e de apego aos bens materiais inspirou a criação
de muitos personagens e também trouxe à tona histórias reais
Tio Patinhas
Eleito
o mais rico do mundo da ficção pela revista Forbes em 2011, o pato
quaquilionário literalmente nada em dinheiro, mas não gasta um único
centavo ¿ nem a moeda da sorte ¿, deixando os sobrinhos na maior dureza.
Sua fortuna está avaliada em cerca de R$ 70 bilhões, segundo o ranking.
Inspirado em Um Conto de Natal, de Charlie Dickens, é chamado de Uncle
(Tio)Scrooge ou Scrooge McDuck em inglês.
Ebenezer Scrooge Um
Conto de Natal, escrito por Charlie Dickens em 1843, conta a trajetória
de Ebenezer Scrooge, um milionário mesquinho e solitário que se irrita
com a alegria que toma conta de todos no Natal. Os três fantasmas de
passado, presente e futuro mostram como será a sua vida se continuar sem
abrir a mão nem para dar bom-dia e o milionário acaba caindo em si e se
tornando melhor. Spoilers liberados aqui, já que a obra é de 1843.
Harpagão de Souza O
dramaturgo francês Molière também imortalizou um dos sete pecados com a
obra O Avarento, de 1668, que serve de inspiração até hoje para peças
teatrais. Fala de Harpagão de Souza, um viúvo rico ganancioso, pai de um
casal de filhos que mantêm relacionamentos amorosos com parceiros de
classes sociais inferiores. O pão-duro ostenta no dedo um anel de
brilhantes e tem uma arca cheia de dinheiro no jardim.
Michelangelo O
renascentista italiano Michelangelo (1475-1564) viveu como um mendigo
apesar de suas posses. É o que conta o professor de história Rab
Hatfield, em seu livro A Riqueza de Michelangelo. Seu patrimônio era de
50 mil florins, algo em torno de US$ 55 milhões, pagos em especial pela
Igreja Católica por conta de suas obras. Mesmo assim, vivia esfarrapado,
comia e dormia mal e não ligava para a própria aparência.
Hetty Green A
bruxa de Wall Street, como foi apelidada, apesar da fortuna de US$ 100
milhões na época em que viveu (1834-1916), não trocava o vestido e
lavava apenas a parte de baixo, que arrastava no chão, para não gastar
sabão. Ganhou as páginas do Guiness Book como a mulher mais avarenta do
mundo. Apesar da notória mão de vaca, Hetty foi uma grande mulher de
negócios e soube multiplicar a herança do pai.
Meu, meu, meu! A criança carente de hoje vai ser o pão-duro de amanhã para compensar a época de vacas magras
A
falta de um colinho na infância pode transformar um pequeno carente em
um adulto pão-duro. Embora haja um processo comum a todos os seres vivos
de pensar e garantir a própria sobrevivência, o que vai definir se o
sujeito será um avarento contumaz ou um gastador compulsivo é a história
de vida dele. "As pessoas têm um desenvolvimento único e pessoal, o que
determina sua forma de interagir com o ambiente e dele extrair a
segurança necessária", diz o neurocientista da USP Gilberto Xavier. "Os
avarentos sentem necessidade de acumular e guardar. E dificuldade para
compartilhar. É muito provável que isso tenha relação com a história de
vida dessas pessoas."
Não se trata apenas de um apego excessivo
ao dinheiro, e sim de um receio de perder o que se tem, das roupas às
propriedades, da comida ao tempo, dizem os psicanalistas Fábio Belo e
Lúcio Marzagão no artigo Avareza e Perdularismo, para a Universidade São
Marcos, de São Paulo. O comportamento é consequência do que apontam
como a pior das privações: afeição e acolhimento. Então, se repete a
cena traumática. É como se o avarento quisesse ao mesmo tempo sobreviver
e provar que pode superar os tempos de escassez eternamente.
O
certo é que, segundo a psicanálise, todos já experimentamos a avareza em
função da ligação a algum objeto especial: o travesseirinho da
infância, uma flor seca dada pelo primeiro namorado, uma foto. A
explicação é que o apego a coisas, objetos, memórias está sempre em
continuidade com nossa história amorosa. O problema é que o avarento
patológico tem um apego generalizado a suas coisas, quase sempre com
foco no dinheiro. Daí a necessidade de tentar entender por que as
relações amorosas do pão-duro estão tão comprometidas pela lógica
racional da economia
Freud também meteu a colher na explicação
da avareza. Em uma interpretação das teses do psicanalista, o
comportamento pode estar conectado a problemas na chamada fase anal do
desenvolvimento psicossocial. O cocô dos pequenos tem, para eles mesmos,
um valor simbólico. A criança oferece suas fezes como um presente
valioso à sua mãe, pois são um pedaço dela. "O avarento é como a criança
que retém as fezes e quer guardar o que julga valioso apenas para si
mesmo", afirma Fábio Belo.
A hora de procurar ajuda
Incapazes
de se reconhecerem como egoístas e gananciosos, os avarentos
normalmente só se dão conta de sua situação quando as pessoas próximas
reclamam. Dos pacientes com esse tipo de comportamento que contatam o
consultório de Patrícia de Rezende, psicóloga e orientadora em finanças
pessoais, a maioria chega por recomendação de familiares e amigos ou por
orientação médica. A surpresa é que, na hora de relatar o que os leva a
buscar o tratamento, a maioria se define como esbanjadora. Reclama que
os gastos são muitos e que não há como arcar com eles. "Mas essa
escassez financeira, na verdade, esconde o real problema. O dinheiro
está guardado e há uma dificuldade imensa em gastá-lo."
O
primeiro passo, afirma a psicóloga, é entender as razões para esse tipo
de comportamento e descobrir de que forma é possível ter o controle
necessário sobre o medo excessivo da perda, econômica ou afetiva. Isso é
possível com tratamento médico e terapia de apoio.
Já para a
psicanálise, a cura da avareza está ligada ao entendimento do contexto
de nossas trocas - financeiras e de carinho. "Por exemplo, todo mundo
sabe que ter um filho é algo muito caro atualmente. Mas é completamente
absurdo reduzir tudo o que a experiência de ter um bebê traz para os
pais aos gastos que essa operação vai gerar", afirma Belo. Para o
especialista, curar-se da avareza é abandonar a ideia de que economizar
possa ser uma metáfora válida universalmente para todas as esferas de
nossa vida. Afinal, afeto não é coisa que se guarde para ter mais tarde.
Para saber mais
Terapia - Avareza
Ariel Dorfman, Objetiva, 1969
Avareza
Phyllis A. Tickle, Planetanews, 2005
Avareza e Perdularismo
Fábio Belo e Lúcio Marzagão, UFMG
http://abr.io/avar
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O Segredo da Meditação“Como Ele Realmente Funciona?” A Resposta Poderá lhe Chocar!oSegredodaLeidaAtracao.com
Olho Gordo
Descubra se "olho gordo" pega
Olho
gordo pega, sim, pois os olhos atingem todos os níveis de percepção da
consciência. O olho gordo é uma reação violenta de um temperamento
colérico externando a vontade de cobiçar, obter à força, desprezar,
humilhar e jurar vingança. Este sentimento é real, e por isso, possível
de ser atingido. Quem tem olho gordo usa forças profundas do seu ser que
transcendem o conhecimento de quem o emite. Platão, filósofo grego que
viveu aproximadamente em 400 a. C., escreveu que "a visão não é apenas o
que os outros podem ver na sua função apenas física, ela é móvel e
suscetível a uma percepção muito mais global".
Em alguns casos, a ação do mal lançado é rápida: ficamos doentes,
brigamos com entes queridos, plantas secam, roupas são danificadas,
carros sofrem batidas ou aparecem com manchas. A pessoa que lança o olho
gordo condena-se a si mesmo, pois existe um prévio sinal, que irá
antecipar seu destino voluntário, para ir ao próprio inferno mental (inferi,
mundo inferior) desenvolvendo efeitos funestos para si mesmo
desencadeando o que foi liberado as suas vitimas. Por isso, fatalmente
ocorrerá em um futuro próximo o exílio, a loucura, a aflição e a agonia,
pois é considerado uma "reprovação" de acordo com os ensinamentos de
Deus.
Existe uma força superior com a qual você pode se proteger, pois todo
e qualquer sentimento negativo é a inversão da bênção (palavra criadora
de Deus que reconcilia a paz e a harmonia com o mundo físico e
angelical). Para cortar essa má influência, o inocente perseguido deve
ouvi-la sem expressar qualquer reação e mentalizar: "Proteja-me Deus".
Rezar ao acordar e ao se deitar concede forte amparo espiritual. Jesus
proferiu: "Para longe de mim, malditos! Fora! Todos os que comprazem a
fazer o mal, fora!" (Mt: 25,41).
O que torna assustador é justamente a falta de limites da vingança
lançada a um inocente. Ao fazer uma imprecação contra alguém, torna-se
amaldiçoado. Somente com o tempo, paciência e oração, extingui-se o que
foi proferido. Quem recebeu o olho gordo, pode enviar um pensamento para
o mesmo como: "eu perdôo".
Dicas para evitar as energias negativas
São quatro dicas
para evitar as energias negativas: o talismã angelical, o banho de água
com sal, as letras cabalísticas de proteção de São Bento e a proteção do
copo com água e sal atrás da porta.
Talismã angelical
Este talismã poderá ajudá-lo na sua
proteção. Escreva em um pedaço de papel o versículo11 do salmo 90 (91)
considerado o mais poderoso da Bíblia: "Nada poderá me atingir. Em minha
casa não haverá doenças nem desavenças. Pois o Senhor deu ordens aos
anjos para que guarde Seu filho por onde quer que ele caminhe. Amém".
Dobre e coloque dentro de um saquinho de cor vermelha (esta cor
protege contra a inveja e o mau-olhado). Para sua proteção, procure
manter este talismã sempre junto de você, próximo ao seu corpo.
Se desejar, faça o talismã angelical para seus amigos e familiares.
Banho
Como um processo de purificação, o banho pode nos
trazer muitos benefícios. O banho de água e sal é excelente para você
expandir sua aura.
Primeiramente, tome o seu banho de costume, deixando ao lado um balde
com água morna e sal. De cócoras, jogue a água do balde do pescoço para
baixo com ambas as mãos. Não é necessário jogar na cabeça, pois nada de
ruim permanece nesse ponto do nosso corpo. Na moleira localiza-se o
chackra (ponto energético) do astral. Também não há necessidade de
esfregar a água e o sal, já que o banho não atua no corpo físico, mas
sim no corpo astral.
Basta simplesmente jogar a água com sal sobre o seu corpo,
concentrando uma atenção toda especial em seu chackra solar, localizado
no umbigo, por onde é absorvida maior quantidade de energia negativa.
Após jogar a água em seu corpo, permaneça mais um pouco de cócoras.
Depois, abra a torneira do chuveiro e tome um segundo banho normalmente.
Para se enxugar, dê batidinhas de leve com a toalha, e vista-se
preferencialmente com roupas claras. Faça este ritual do banho de água e
sal uma vez por mês.
Letras cabalísticas de proteção de São Bento
O mau-olhado é uma influência negativa e sua potência deriva do pensamento projetado consciente ou não, com intensidade.
Para proteger-se, use as iniciais de proteção de São Bento (você pode
escrevê-las em um papel e colocá-las no local desejado - pode ser na
sua carteira, na bolsa ou em algum local da sua casa).
. N.D.S.M.D
(que o dragão não seja o meu guia)
. V.R.S.N.S.M.V
(afaste-se, Satanás, não me tente com coisas vãs)
. S.M.Q.L.V.B
(nocivas são as coisas que me ofereces, beba tu mesmo os venenos)
Copo de água com sal atrás da porta de entrada da sua casa
O
sal, combinação e neutralização de duas substâncias complementares, é
formado de cristais cúbicos. Largamente utilizado pelos esotéricos, o
sal é recomendado para a limpeza da casa. Para isso, coloque em um copo
de vidro água e três pitadas de sal refinado.
Coloque o copo atrás da porta de entrada da sua casa. Quando a casa
está com a energia saturada, o sal é o único composto que a recompõe
rapidamente.
Troque a água semanalmente e evite usar copos plásticos.
Quer saber mais sobre o trabalho de Monica Buonfiglio, ou entrar em contato com ela, clique aqui.